IDOSOS E TERCEIRA IDADE

A longevidade mobilizou novas posturas da sociedade, abriu mais oportunidades para lazer e a sexualidade passou a ser mais considerada. No entanto, ainda são vistos como pessoas que exigem mais cuidados e, principalmente para aqueles que já ultrapassam os setenta anos são marcados pela invasão. Desqualificados primeiro pela aposentadoria e depois pelos próprios familiares que, com objetivo de poupá-los, inadvertidamente os anulam.

Diria que a maior doença é a solidão, muitas vezes provocada pela inatividade, pela não participação social e pelo enorme desejo de falar, contar sua história, traçar paralelos ( "...no meu tempo...") e não ter quem os ouça; não é incomum serem considerados chatos e manhosos, desprovidos de interesse.

A sociedade ocidental infelizmente contrapõe-se ao oriente que entende o velho como arquivo vivo de conhecimentos adquiridos.

Serem ouvidos, registrarem suas vivências, lidarem com a informática,
assistirem e debaterem filmes e/ou procederem a filmagem, atualizarem-se com notícias do dia a dia, desenvolverem habilidades manuais ou intelectuais, não é apenas profilático, como também desacelerador de algum compromentimento mental que porventura já se perceba instalado como a memória, por exemplo.

Grupal ou individual?